Fundo do Centro-Oeste destinará mais de R$ 9,7 bi em financiamentos em 2017

O Fundo aumentará de 7% para 10% os repasses a cooperativas de crédito, além de financiar operações de capital de giro

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) vai destinar mais de R$ 9,7 bilhões para investimentos empresariais em 2017, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta quarta-feira (7).

Além disso, o Fundo aumenta de 7% para 10% o repasse de recursos a cooperativas de crédito e passa a financiar operações de capital de giro destinado a gastos gerais das empresas.

“Os Fundos Constitucionais de Financiamento são instrumentos importantíssimos para que as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste possam ter a ampliação da oferta de atividades econômicas que gerem emprego e renda”, afirmou o ministro Helder Barbalho.

Volume de recursos

A programação financeira do Fundo Constitucional para 2017 vai destinar à região o maior volume de recursos já disponível para investimentos: R$ 9,7 bilhões. Neste ano, o FCO movimentou R$ 3,1 bilhões até o mês de outubro. Mais de R$ 2,4 bilhões foram contratados por pequenos investidores, o equivalente a 78% dos recursos. Como as operações também beneficiam empresas de médio e maior porte, as novas regras aumentam de R$ 20 milhões para R$ 30 milhões o valor limite para financiamentos.

Cooperativas de crédito

Uma das principais mudanças celebradas pelo setor produtivo aumenta de 7% para 10% o repasse de recursos pelo Banco do Brasil, operador do crédito, a cooperativas. O objetivo é ampliar ainda mais o acesso a agricultores familiares, pequenos produtores rurais, empreendedores individuais, micro e pequenas empresas – público prioritário do FCO.

A medida atende a uma antiga reivindicação das cooperativas que atuam na região, como Sicredi, GO Fomento, Bancoob e MT Fomento, dentre outras. Essas instituições poderão movimentar cerca de R$ 1 bilhão em investimentos do Fundo em 2017.

Capital de giro

A partir de agora, as empresas também poderão tomar recursos do FCO para capital de giro destinado a gastos gerais e administrativos como aluguel, folha de pagamento, quitação de tributos, despesas com água, energia e telefone. Até então, esses investimentos limitavam-se à aquisição de insumos, matéria-prima e formação de estoque.

Além disso, o benefício que favorecia somente empreendedores de pequeno porte, agora passa a contemplar médias e grandes empresas. As medidas representam condições estratégicas para garantir a sustentabilidade de empreendimentos.

Debate

A definição de regras e prioridades para investimentos dos Fundos Regionais é construída de forma coletiva, ano a ano, envolvendo o governo federal, os estados de cada região, os bancos operadores do crédito e representantes do setor produtivo.

Equipes do Ministério da Integração, representantes dos governos estaduais e de federações da indústria, agricultura, pecuária, comércio e serviços têm se reunido sistematicamente para discutir estratégias que possam aprimorar o desempenho dos Fundos nas três regiões.

“Nós estamos desburocratizando os trâmites para acesso aos Fundos Regionais. Por isso, criamos Grupos de Trabalho com a composição plural de membros da sociedade, do governo e dos estados”, acrescentou o ministro ao frisar que os debates estão trazendo resultados concretos à gestão.

Fonte: Ministério da Integração Nacional (MI)



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